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Eis a chave do cofre!

Se tudo na vida depende das nossas escolhas, então vamos lá! Escolha em qual grupo você gostaria de participar:

1) Grupo dos despreparados.

Reúne pessoas ou empresas que não se preparam para o futuro. No caso de pessoas, elas simplesmente levam a vida como se a vida fosse, de fato, só para ser levada. Ainda não compreenderam que a vida é para valer, mas, para que assim seja, de fato, elas devem estar preparadas.

O pessoal termina o ano do mesmo tamanho que tinha em janeiro e assim se passam os dias e a vida.  Numa repetição sem fim. É claro que essas pessoas oferecem muito pouco para as empresas em que trabalham. Quem não se prepara para a vida, também não se prepara para o trabalho. Se a própria vida não é para valer, o que se pode esperar do trabalho e dos negócios? Meros passatempos, sem nenhuma chance de êxito.

É bom lembrar que o sucesso acontece quando a oportunidade encontra-se com o preparo. As empresas dependem das pessoas. Pessoas despreparadas criam empresas despreparadas.

2) Grupo dos que só querem recompensas.

Existem pessoas que, em entrevistas de emprego, perguntam (às vezes, logo de cara) o que elas vão ganhar. Querem saber do salário e dos benefícios, portanto, das recompensas. Acreditam, com ingenuidade, que basta oferecer oito horas diárias de trabalho para merecer recompensas.

Outras pessoas iniciam o ano fazendo projeções de ganho. Ambicionam promoções, prêmios, bônus e recompensas de todos os tipos. Não estão preocupadas com o que mais podem oferecer estão preocupadas com o que mais podem obter.

É claro que esse é o modelo mental do fracasso e não é muito diferente do que acontece também com as empresas que gostam muito de fazer projeções econômico-financeiras dos resultados que pretendem atingir. Projetam o montante de faturamento, o volume de produção, os custos, as despesas, o lucro, o caixa. Acreditam que, a partir das projeções das recompensas, os números serão obtidos num passe de mágica ou como resultado das boas intenções.

Assim como as pessoas, essas empresas estão mais preocupadas com o que conseguem obter do mercado, do que com o que estão dispostas a oferecer ao mercado.

3) Grupo dos que preparam o futuro.

Não temos condições de adivinhar o futuro, mas temos condições de prepará-lo. Aliás, é o que fazem as pessoas e as empresas bem sucedidas. Sabem que o sucesso (no caso das empresas), assim como a felicidade (no caso das pessoas), não acontece por acaso, mas como recompensa da preparação.

Podemos substituir, sem prejuízo do entendimento, a palavra preparação pela palavra aprendizado e o efeito é o mesmo. Preparar-se significa juntar os conhecimentos necessários para enfrentar os novos desafios. Somente vencendo os novos desafios é que se muda de um estágio inferior para um estágio superior. Essa evolução de estágios é que recebe o nome de sucesso.

E aí é que entra um novo conceito a ser levado muito a sério por pessoas ou empresas. Refiro-me ao capital intelectual, o principal gerador de riquezas futuras. Ainda existe quem pense que os resultados de uma empresa dependem basicamente de seu capital físico. Não se deixe enganar! O conjunto de conhecimentos e experiências das pessoas em uma empresa é que é o principal responsável pelos resultados obtidos. A esse conjunto de conhecimentos e recompensas dá-se o nome de capital intelectual e, quando ele não muda de tamanho, os resultados também não mudam de tamanho.

Utilizando uma linguagem matemática conhecida, podemos concluir que recompensa = f (capital intelectual) e que de nada adianta projetarmos a recompensa (variável dependente) sem que tenhamos feito alguma alteração no capital intelectual (variável independente).

Pense nisso! É a chave para abrir o cofre de oportunidades que tornará sua vida uma fonte inesgotável de êxito.

Roberto Adami Tranjan



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